University of New Brunswick

 

PROJETO DA INFRA-ESTRUTURA GEOESPACIAL NACIONAL

O Projeto Mudança do Referencial Geodésico Nacional é coordenado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Universidade de New Brunswick (UNB) e patrocinado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA) através de um acordo internacional com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

O Projeto da Infra-estrutura Geoespacial Nacional foi iniciado em dezembro de 2004, e será executado em um período de quatro (4) anos. Este se sobrepõe ao Projeto Mudança do Referencial Geodésico no Brasil (PMRG) fornecendo a este uma nova dinâmica. O PMRG está sendo desenvolvido no Brasil desde outubro de 2000 sob a liderança do IBGE.

O Projeto da Infra-estrutura Geoespacial Nacional tem como objetivo colaborar e ajudar nos esforços brasileiros na adoção de um sistema de coordenadas geocêntricas (SIRGAS2000) compatível com tecnologias modernas de satélites. As atividades do projeto incluem questões técnicas, uma compreensão dos impactos causados pela adoção deste novo sistema de coordenadas, e o estabelecimento de uma melhor comunicação com a comunidade de usuários. Os produtos estarão disponíveis aos usuários no fim do projeto.

As atividades técnicas envolvem a integração da rede clássica com o SIRGAS2000, o modelamento das distorções das redes clássicas com respeito ao SIRGAS2000 e a criação de modelos de transformação do referencial que levam em consideração estas distorções.

Os impactos causados pela adoção de um novo sistema geoespacial nacional são muitos, uma vez que incluem questões técnicas que afetam agências de governo e companhias privadas, impactos sociais que lidam com os direitos individuais à terra, melhoria da gerência ambiental e desenvolvimento dos recursos naturais, equidade de gênero e direitos das populações indígenas, igual acesso à informação para todos os cidadãos, melhores serviços, e melhor governabilidade. As estratégias serão desenvolvidas e aplicadas para avaliar e monitorar alguns destes impactos relacionados a:

    • reforma agrária;
    • acesso igual e aberto à informação geoespacial;
    • acesso à equidade para mulheres e populações indígenas;
    • melhoria na governabilidade para autoridades federais, estaduais, e locais;
    • combinações entre mapas nacionais, regionais e municipais;
    • transformação de bancos de dados digitais;
    • compatibilidade entre banco de dados cadastrais;
    • delimitação da terra dos povos indígenas;
    • melhoria dos serviços públicos;
    • gerência e custo da transformação dos bancos de dados; e
    • melhoria na gerência ambiental e dos recursos naturais.

O projeto deverá assegurar uma boa comunicação com a comunidade de usuários através de uma conexão eficaz a fim de disseminar ferramentas e desenvolver metodologias para maximizar o uso da nova estrutura geoespacial. As ferramentas incluem uma website para o projeto, material promocional impresso, seminários de atualização, pesquisas de opinião do usuário, e desenvolvimento de um seminário de instrução (capacitação) sobre os impactos do novo referencial e sobre o uso eficiente dos programas para a conversão entre os sistemas de referência anteriores e o SIRGAS2000.

Um componente muito importante do projeto trata da modernização da rede GPS para a manutenção do referencial a longo prazo. As etapas desta modernização serão sugeridas e testadas em um projeto de demonstração.

O Projeto da Infra-estrutura Geoespacial Nacional desenvolverá os seguintes produtos: programas para permitir uma conversão fácil entre os vários sistemas de coordenadas em uso atualmente no Brasil para o novo SIRGAS2000 e para permitir o visualização de bancos de dados.

Outros objetivos do Projeto da Infra-estrutura Geoespacial Nacional são o de transferir a experiência e tecnologia canadense nas áreas de sistemas de referência espacial nacional com a finalidade de aumentar a capacidade das instituições brasileiras em desenvolver, implementar e manter uma estrutura geodésica nacional; informar o impacto de uma mudança tão fundamental a comunidades públicas e privadas; estabelecer uma associação a longo prazo entre as instituições privadas e públicas canadenses e brasileiras envolvidas em sistemas de referencial espacial; e assegurar de que os novos métodos e as tecnologias transferidas com este projeto patrocinado pela CIDA continuem além de sua duração.

Espera-se que um projeto da magnitude do Projeto da Infra-estrutura Geoespacial Nacional crie uma mudança positiva no modo em que a informação geográfica referenciada é coletada e acessada por diferentes usuários no Brasil. O sucesso desta iniciativa também será beneficiada pela colaboração contínua dos parceiros internacionais do SIRGAS, pois estão trabalhando juntos para desenvolver e manter com eficiência o referencial continental, e fornecer acesso aos usuários.


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